(...)
Todos estão dormindo.
As copas das árvores paradas
e a garoa fina e fria sacramenta o silêncio.
A cidade dorme
um sono que é dos inocentes
mas também dos impuros.
O barulho do vento que percorre ao longe
a rodovia vazia.
É o único barulho da cidade.
Pássaros noturnos rondam.
Tragáveis e inúmeras são as noites.
Ao longe, as luzes amareladas das ruas,
e as torres que píscam insistentemente
num céu onde não há mais estrelas.
Gosto da noite porque o dia me cansa,
o sol e sua insistência me irritam.
Gosto do silêncio.
O ar está leve depois da chuva grossa.
*autoria de: Patricia Alves Flores
2 commentaires:
Parece me uma visão familiar, um lugar perto da marginal, um punhado de espaço verde em meio ao cinza da cidade de São Paulo. Dia daqueles...longos...dias...lon...
Belo Poema Pa
quantas e quantas vezes tive a mesma vista, os mesmos sentimentos... uma janela, uma noite solitária e, entre uma tragada e outra, a fumaça se perdendo no ar, acompanhando tantos pensamentos vãos...
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