Há muito tempo sonhava com o Amor.
Ilusões, dessas que andam com a gente,
pela vida toda.
Quase toda a vida.
Ele não veio.
E o sol nunca habitou a casa vazia.
Raios que nunca ultrapassam a janela,
tocando o batente e indo morrer no chão.
A casa nunca teve (experimentou) o gosto
daquele ar morno.
Luz quente aquecendo o espaço.
Só há o ar,
mas é frio, parado, inerte.
Parou no tempo.
O tempo...
Nem me lembro mais dele.
Nem dos seus caprichos.
A casa,
inabitada,
morre,
dia após dia.
Vazia.
autoria: Patricia Alves Flores.
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