Há muito tempo sonhava com o Amor.
Ilusões, dessas que andam com a gente,
pela vida toda.
Quase toda a vida.
Ele não veio.
E o sol nunca habitou a casa vazia.
Raios que nunca ultrapassam a janela,
tocando o batente e indo morrer no chão.
A casa nunca teve (experimentou) o gosto
daquele ar morno.
Luz quente aquecendo o espaço.
Só há o ar,
mas é frio, parado, inerte.
Parou no tempo.
O tempo...
Nem me lembro mais dele.
Nem dos seus caprichos.
A casa,
inabitada,
morre,
dia após dia.
Vazia.
autoria: Patricia Alves Flores.
Este blog é dedicado à LITERATURA e à todas as ARTES. Pelo menos ele é uma tentativa...rsrsrs
Porque a primeira escrita a gente nunca esquece.
Amigos
samedi, avril 05, 2008
mardi, février 19, 2008
um novo poema...
** Um poema em fase de experimentação:O cio que foi vencido
pelo cansaço sem fim.
A memória brumosa,
símbolos exatos
de um passado distante.
Carne vermelha no asfalto
e meus olhos cansados
que avistam a mesmice.
A infância que foi
interrompida pela velhice.
Um ser castrado.
A perda da expressão.
Face impassível diante do nada.
Laissez-moi!
Arrasta-se em vão,
pelo asfalto,
a carne vermelha e suja.
Um ser agonizante.
A morte de um pombo cinza,
que podia ter sido a minha.
pelo cansaço sem fim.
A memória brumosa,
símbolos exatos
de um passado distante.
Carne vermelha no asfalto
e meus olhos cansados
que avistam a mesmice.
A infância que foi
interrompida pela velhice.
Um ser castrado.
A perda da expressão.
Face impassível diante do nada.
Laissez-moi!
Arrasta-se em vão,
pelo asfalto,
a carne vermelha e suja.
Um ser agonizante.
A morte de um pombo cinza,
que podia ter sido a minha.
autoria de: Patricia Alves Flores
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