EU
Na noite silenciosa,
Saio
E encontro um cachorro
que como eu, vaga
solitariamente.
Não temos pra onde ir.
Ando, indefinidamente.
Minhas pernas doem.
Minha cabeça dói.
Meu coração dói.
E a única coisa a fazer,
é deixar que a dor se cumpra.
A Dor da inveja da Alegria.
Inveja da alegria de outrém.
A alegria que nunca terei.
O Amor sufocado em palavras.
Palavras que não servem para nada.
Não servem de nada.
O cansaço se serve do banco,
frio como a lápide que um dia
sustentará o meu nome.
A dor continua doendo,
tão doída de enfraquecer.
As palavras não salvam mais,
nem este poema salvará.
Assim como o cachorro,
tenho fome, sede e vontade de abrigo.
Mas não tenho nada.
Só, a noite silenciosa debaixo de um céu
cinza.
Cinzas...
Por quê?
As horas vão passando,
e eu sem vontade de existir.
Quero abrigo, tenho sede
dor.
Cinzas...
A esperança que se vai...
Por quê? Meu Deus!...
Estou cansada...
Durmo...
Durmo sobre minhas próprias lágrimas
amargas...
PATRICIA ALVES FLORES.
1 commentaire:
Patricia Alves Flores,
Salve!
Alegria, Alegria e Alegria!
Jovem!
Aguardo sua visita!
http://sinapseslinks.blogspot.com
Leal -66-
Taubaté-SP
Brasil
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