Este blog é dedicado à LITERATURA e à todas as ARTES. Pelo menos ele é uma tentativa...rsrsrs
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mardi, décembre 19, 2006
Sobre as mulheres na Bienal em Sampa
Outro trabalho interessante é resultado da união de 3 artistas plásticas de La Paz, que fundaram uma espécie de associação juntamente com ativistas lésbicas do local em prol do fim da discriminação de mulheres e índios, pra conhecer melhor é só procurar "MUJERES CREANDO", existe o site e é muito legal!
Beijos e depois eu volto! pá.
dimanche, décembre 10, 2006
Na noite silenciosa,
Saio
E encontro um cachorro
que como eu, vaga
solitariamente.
Não temos pra onde ir.
Ando, indefinidamente.
Minhas pernas doem.
Minha cabeça dói.
Meu coração dói.
E a única coisa a fazer,
é deixar que a dor se cumpra.
A Dor da inveja da Alegria.
Inveja da alegria de outrém.
A alegria que nunca terei.
O Amor sufocado em palavras.
Palavras que não servem para nada.
Não servem de nada.
O cansaço se serve do banco,
frio como a lápide que um dia
sustentará o meu nome.
A dor continua doendo,
tão doída de enfraquecer.
As palavras não salvam mais,
nem este poema salvará.
Assim como o cachorro,
tenho fome, sede e vontade de abrigo.
Mas não tenho nada.
Só, a noite silenciosa debaixo de um céu
cinza.
Cinzas...
Por quê?
As horas vão passando,
e eu sem vontade de existir.
Quero abrigo, tenho sede
dor.
Cinzas...
A esperança que se vai...
Por quê? Meu Deus!...
Estou cansada...
Durmo...
Durmo sobre minhas próprias lágrimas
amargas...
PATRICIA ALVES FLORES.
samedi, octobre 21, 2006
Quand je suis amoureuse!

Porque hoje é sábado!
E eu estou assim "fall in love" ou pra dizer melhor: "Je suis amoureuse!" Tentando exatamente matar algo dentro de mim sem no entanto me machucar mais, eu sei que vão dizer que a imagem não tem nada a ver com o poema, mas o que combina nesta vida?
Arte de amar
Se queres sentir a felicidade de amar,
esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
de MANUEL BANDEIRA. até breve! que eu vou tentar ir de leve...
mercredi, octobre 18, 2006
DESTINO TRÁGICO DE TODOS OS TEMPOS
DESTINO TRÁGICO DE TODOS OS TEMPOS
Coração que te quero duro,
que te quero bruto,
que não jorra sangue,
jorra Dor.
Coração que te quero sem linhas,
que te quero sem curvas,
tal qual pedra sem lapidez,
jorrando poeira.
Coração que te quero murcho,
que te quero vazio,
tal qual rosa sem vida,
jorrando o estado irreversivel.
Coração que te quero pobre,
que te quero sem brilho,
que te quero sem sorte,
num sereno latente,
sem esperança de Amor veemente.
Patricia Alves Flores.
vendredi, octobre 13, 2006
Pausa pra descer a lenha na politicagem!!!!!
"FILHA DA PUTA, BANDIDO, CORRUPTO, LADRÃO..."
É ISTO AÍ.
mardi, octobre 03, 2006
samedi, août 26, 2006

Como não posso ficar feliz com notícias boas que me chegam do outro lado do planeta, minha querida Biju não manda só notícias mas também suas fotos, as fotos de alguém que tem olhar apurado e poético sobre o mundo a sua volta, é... a foto é by: Patrícia Sanches, minha fotógrafa preferida, pra saudar tão esplendorosa companhia, nem que seja do outro lado do mundo eu deixo aqui um poema de Augusto do Anjos, adiantando a primavera:
Primavera
A meu irmão Odilon dos Anjos
Primavera gentil dos meus amores,
- Arca cerúlea de ilusões etéreas,
Chova-te o Céu cintilações sidéreas
E a terra chova no teu seio flores!
Esplende, Primavera, os teus fulgores,
Na auréola azul dos dias teus risonhos,
Tu que sorveste o fel das minhas dores
E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!
Cedo virá, porém, o triste outono,
Os dias voltarão a ser tristonhos
E tu hás de dormir o eterno sono,
Num sepulcro de rosas e de flores,
Arca sagrada de cerúleos sonhos,
Primavera gentil dos meus amores!
lundi, août 14, 2006

Me perguto quase sempre se todo poeta já nasce com a poesia dentro de si, será que seria possível, um dia, chegarmos a tal conclusão com direito a pesquisa científica e tudo o mais? Provaríamos este verdadeiro enigma? Bom se a resposta for positiva então tivemos muita poesia nascendo por aí, e pra nossa sorte muita poesia boa. Seria engraçado chamamrmos estas crianças (sim, porque um dia eles, os poetas, já foram crianças) de poesia; já pensou? Poesia Manuel Bandeira, Poesia Mário de Andrade, Poesia Hilda Hilst, etc...etc...etc... Deixo aqui a minha homenagem ,ainda que tardia, ao Poesia Mário Quintana, pelo centenário de seu nascimento (30/07/2006) e um poema que eu adoro:
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho! (Prosa e Verso, 1978)
E por falar em poetas deixo aqui também o poema de Manuel Bandeira em homenagem à Mário Quintana (a "brincadeira" de Manuel com o sobrenome do poeta é maravilhoso):
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.
Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.
São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.
São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.
E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.
Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.
(Manuel Bandeira)
lundi, août 07, 2006

Abro um espaço pra comemorações, hoje aniversário de um dos colaboradores deste blog, Ana Polí Parabéns!!!E te dou de presente um poema de um de seus poetas preferidos, Drummond:
Poesia
Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
dimanche, juillet 30, 2006
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea. Carlos Drummond de Andrade.
lundi, juillet 24, 2006
Visão de Clarice Lispector
veio de um mistério, partiu para outro.
Ficamos sem saber a essência do mistério.
Ou o mistério não era essencial,
era Clarice viajando nele.
Era Clarice bulindo no fundo mais fundo,
onde a palavra parece encontrar
sua razão de ser, e retratar o homem.
O que Clarice disse, o que Clarice
viveu por nós em forma de história
em forma de sonho de história
em forma de sonho de sonho de história
(no meio havia uma barata
ou um anjo?)
não sabemos repetir nem inventar.
São coisas, são jóias particulares de Clarice
que usamos de empréstimo, ela dona de tudo.
Clarice não foi um lugar-comum,
carteira de identidade, retrato.
De Chirico a pintou? Pois sim.
O mais puro retrato de Clarice
só se pode encontrá-lo atrás da nuvem
que o avião cortou, não se percebe mais.
De Clarice guardamos gestos. Gestos,
tentativas de Clarice sair de Clarice
para ser igual a nós todos
em cortesia, cuidados, providências.
Clarice não saiu, mesmo sorrindo.
Dentro dela
o que havia de salões, escadarias,
tetos fosforescentes, longas estepes,
zimbórios, pontes do Recife em bruma envoltas,
formava um país, o país onde Clarice
vivia, só e ardente, construindo fábulas.
Não podíamos reter Clarice em nosso chão
salpicado de compromissos. Os papéis,
os cumprimentos falavam em agora,
edições, possíveis coquetéis
à beira do abismo.
Levitando acima do abismo Clarice riscava
um sulco rubro e cinza no ar e fascinava.
Fascinava-nos, apenas.
Deixamos para compreendê-la mais tarde.
Mais tarde, um dia... saberemos amar Clarice.
(Carlos Drummond de Andrade)
Encontrei este poema no site: http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema060.htm e não podia deixar de colocar esta homenagem à Clarice e à Paty...
Inté mais!!!!
jeudi, juillet 20, 2006
TALENTO EXCEPCIONAL!

As "Flores" de Pablo Picasso são para em belezar este poema que recebi por e-mail, enviado por uma prima minha. Poema que foi escrito, segundo diz e-mail, por um excepcional, que geralmente as pessoas da dita "Sociedade Civilizada" desprezam; Eu não poderia desprezá-lo, pois o poema é muito bonito, aí vai ele:
Ilusões DO AMANHÃ
"Por que eu vivo procurando
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar
Sem nem ao menos me olhar
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer
Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito
E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor.
"PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade,de excepcional.Excepcional é a sua sensibilidade!Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e peço que divulguem para prestigiá-lo. Se uma pessoa assim acredita tanto porque as que se dizem normais não acreditam?
Você é capaz de responder a esta pergunta sem gaguejar?
mercredi, juillet 19, 2006
Muitas Vozes
Meu poema
é um tumulto:
a falaque nele fala
outras vozes
arrasta em alarido.
estamos todos nós
cheios de vozes
que o mais das vezes
mal cabem em nossa voz
se dizes pêra
acende-se um clarão
um rastilho
de tardes e açucares
ou
se azul disseres
pode ser que se agite
o Egeu
em tuas glândulas
A água que ouviste
num soneto de Rilke
os ínfimos
rumores no capim
o sabor
do hortelã
essa alegria
A boca fria
da moça
o maruim na poça
a hemorragia da manhã
Tudo isso em ti
se deposita
e cala.
Até que de repente
um susto
ou uma ventania
(que o poema dispara)
chama
esses fosseis à fala.
Meu poema
é um tumulto, um alarido:
basta apurar o ouvido.
Ferreira Gullar
Voltei com um título em lilás (cor da transmutação) com meus votos para essa nova fase (pelo menos minha) do "Pena em punho": que a arte, esse caos, possa ser captada pelos nossos ouvidos tão acostumados com cultura inútil.
Até mais.
lundi, juillet 17, 2006

A Fuga das Rosas
Hoje, já não a vejo.
outrora era minha guia, meu cão guia!
Belo é o cego, de amor cego, numa cidade cega!
Feliz sem sono, sem amor também, do resto perdi,
A canalha me sorri, crê que a amo!
Qual era mesmo o motivo? Sim, as trevas, a fuga.
Eu sempre me encontro na fuga, tenho medo!
E você sabe o que é ter medo? Eu não , eu fujo!
Semana que vem estarei partindo, vou ver a Rosa.
Bela, estúpida, mas, bela sabe que não a amo, sabe que nunca amei, nem amarei ninguém, mas Ela me espera ao entardecer...
Sempre...
autoria de Rodrigo "Berinjela" do Amaral. meu amigo poeta!
dimanche, juillet 16, 2006

Olá amigos, este é o novo endereço do "Pena em Punho", logo todos os colaboradores estarão aqui, a casa é nova mas as palavras,os poemas, as indignações, as alegrias e também as dores continuarão, e para aquela que estimo tanto e que junto a mim criou este blog e que o "batizou" eu deixo aqui o meu "Muito obrigada" por tudo!
À minha querida amiga Biju este poema mais que querido e que diz um pouco de todos nós:
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
