Porque a primeira escrita a gente nunca esquece.

Amigos

vendredi, avril 08, 2011

O silêncio



O silêncio

Gosto de ficar em meu quarto.
Ouvir o silêncio que suas paredes têm pra me oferecer.
Penso nas tragédias que rondam nosso dia-a-dia.
Morte, assassinato, e que tudo se resume numa coisa: a falta de Amor.
Ahh se todos não se equivocassem tanto!
Se soubessem que um abraço verdadeiramente fraternal pode mudar tudo.
Construir coisas, mudar pessoas, prever episódios tristes.
Gosto do silêncio do meu quarto, ele não me angustia mais.
Pelo contrário, é um remédio, que me cura pouco a pouco.
O silêncio do meu quarto me traz acalanto, a vista de nuvens brancas, e de um dia de sol na cidade cinza.
O silêncio do meu quarto me conforta e me abraça, num abraço fraternal.
O mesmo abraço fraternal que um dia faltou àquele que matou os outros querendo matar as angústias que trazia em si.

Patricia Flores

jeudi, avril 07, 2011

Caminhando...

E a vida passou,
passou como um tufão
e deixou cicatriz no peito do pobre cristão.
A vida acabou,
pra começar outra coisa que não seja vida.
A vida voltou,
pra deixar o último lastro de alegria misturado com tristeza.
Caminhando a vida vai,
sozinha e sem graça.
A vida cruel,
não tem vontade de curar nada.
O tempo é que cura, disse o sabio.
Qual será a próxima vez, do próximo sonho, do próximo pesadelo?
A vida... não pensou duas vezes antes de me afogar,
e me afundo nas palavras para me salvar.
A vida, o céu, o fogo, elementos de criação...onde a criação se perde.
Sem cabimento, sem começo, sem meio, sem lógica, sem preço, sem apreço.
Só, vai a vida.

Patricia Flores

vendredi, avril 01, 2011

je suis née...

Hoje é uma sexta-feira, e ao contrário da maioria das pessoas que começam tudo na segunda-feira eu começo na sexta...ou melhor...recomeço!
Recomeço minha vida do zero...do zero à esquerda como um dia intitulei um possível livro que comecei há, pelo menos, uns 4 anos...e que não terminei e não sei se terminarei...
Hoje tomo chás para poder viver melhor...não fumo mais (se é que fumar dois cigarros dia sim dia não é ser fumante)... bebidas alcoólicas mais que raramente (nunca fui de beber muito, pra cair; sempre gostei de voltar pra casa pelas minhas próprias pernas)...e a paciência para ler livros é ainda bem pouca se comparado à outros anos de minha vida...os livros eram meus amigos, e ainda são, mas até pra eles falta a motivação de querer ver algo diferente!
Como um dia escreveu Manuel Bandeira (o meu poeta favorito) meus olhos estão cansados...gostaria de ter novamente os olhos que tinha quando era criança e tudo era novidade...
Hoje é uma sexta-feira e eu procuro uma saída para a vida como ela está, e não "como ela é..." segundo Nelson Rodrigues...
Eu nasci por estes dias, tendo 36 anos, nasci velha! Nasci pois todo recomeço é nascer de novo, mas um nascer mais amargo, mais sem motivos pra nascer... é só um movimento, involuntário, da vida que expurga meus mais sinceros sonhos de construir uma família...
Eu nasci sem motivo, por um suspiro, à la Maria Callas...sem força...
Pensando, pensando...pensando...e me esforçando pra não pensar é impossível, não há como deter o exercício que a mente faz o tempo todo, sem pressa e sem se deter a qualquer coisa que pulse mais que ela, como lava quente e vermelha...
O pensamento, o nascimento, o recomeço...a lava...nada!

lundi, octobre 11, 2010

O desespero direitista

é nítido o desespero direitista pra angariar o poder da presidência,para isso espalham e-mails pela internet, até falam da natureza agora em seus programas de campanha, sabem que graças à Marina Silva estão no 2° turno, e fora tudo isto despedem pessoas por causa da coragem de suas opiniões, foi assim com Heródoto Barbeiro e outros profissionais do jornalismo,como foi o caso de Maria Rita Kehl, despedida pelo jornal O Estado de São Paulo do qual era colunista. Coloco aqui o texto escrito por ela, por respeito à Maria Rita, da qual li textos ligados à psicologia que também acredito serem aplicáveis à Educação, a Educação que agora virou bandeira do PSDB que detonou a Educação no estado de São Paulo nos seus 16 anos de governo, nisto entenda-se Prefeitura e Governadoria.
O desespero direitista tão bem representado pelos Sudeste e Sul do Brasil reacionários "de carteirinha", que não suportam repartir direitos e adoram imputar deveres aos pobres, uma direita suja, com uma campanha falsa e que finge se importar com algo que não sejam suas contas bancárias...deixo aqui o texto brilhantemente escrito por Maria Rita e que diz tão bem daquilo que todo mundo sabe, mas que poucos têm coragem de dizer:

"Dois pesos...
02 de outubro de 2010 | 0h 00
Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos."

mercredi, juin 10, 2009

DIA 09/06/2009, O DIA DA VERGONHA!

Em virtude da situação vergonhosa à qual fomos (estudantes da USP e das demais universidades públicas do estado de SP)expostos no dia de ontem,como modo de manifestar a indignação e repugnância diante das cenas que presenciei diante da Tropa de Choque da PM, DEIXO AQUI REGISTRADO:

Para aqueles que acham que estudante é baderneiro, 'filhinho de papai' e que não tem mais o de fazer, peço a gentileza de refletirem um pouco e que tenham a dignidade de saber da boca de um estudante o que realmente está acontecendo, e que não se deixe levar por comentários estúpidos e sem fundamento de pessoas que só pensam em ter audiência e nada mais.
QUE A VERDADE SEJA DITA!
A REITORA SUELY VILELA SAMPAIO AMIGA PESSOAL DO ATUAL (E INFELIZMENTE) GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, O EXMO. SR. FILHO DA PUTA JOSÉ SERRA, FOI POR ESTE INDICADA À REITORIA DE UMA DAS MAIORES UNIVERSIDADES DESTE PAÍS (A USP) E DESDE ENTÃO VEM CUMPRINDO OS (DES)MANDOS DESTE CRÁPULA IMBECIL, 'DINAMITANDO' A UNIVERSIDADE AOS POUCOS E QUASE DISFARÇADAMENTE (PORQUE A UNIVESP ESTÁ AÍ PRA QUEM QUISER SABER).
QUANDO PERMITIU QUE A PM PASSASSE A TER ENTRADA LIVRE NO CAMPUS DA CIDADE UNIVERSITÁRIA ESTA SENHORA E O CONSELHO UNIVERSITÁRIO TRIPUDIARAM SOBRE A HISTÓRIA DE LUTA E DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO DOS ESTUDANTES QUE ESTÃO E DAQUELES QUE ESTIVERAM UM DIA NESTA UNIVERSIDADE.
ONTEM, 09/06/2009 A USP VIVEU EPISÓDIOS DOS QUAIS SEU CAMPUS FOI PALCO SOMENTE NOS TEMPOS DA DITADURA (E NÃO DITA-MOLE COMO ALGUNS OPORTUNISTAS DA IMPRESSA TENTARAM DEFINIR!!).
O DIA 09/06/2009 É O DIA DA VERGONHA!!!
ONDE A ATÉ AGORA REITORA: SUELY VILELA, O GOVERNADOR JOSÉ SERRA E TODOS ESTES CANALHAS QUE COMPÕE A DIREITA NESTE ESTADO, MOSTRARAM QUE NÃO TEM VERGONHA NA CARA; MOSTRARAM QUE EDUCAÇÃO É ALGO QUE, PARA ELES, NÃO DEVE SER PARA TODOS E NEM DE QUALIDADE, PORQUE PRA ESSA GENTE SEM-VERGONHA DA DIREITA: POVO BURRO É POVO BOM PRA SE GOVERNAR, E AS ATITUDES TOMADAS ONTEM SÓ PROVARAM ISTO.
PORQUE O SR. JOSÉ SERRA NÃO EXPLICA QUE A UNIVESP É ALGO PRA ENGANAR?
PORQUE FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA É REALIZADA EM SALA DE AULA, DE GRAÇA E COM QUALIDADE!!
PORQUE ELE NÃO EXPLICA QUE APÓS 3 ANOS A USP É QUEM ARCARÁ COM O ÔNUS DESTE 'PROGRAMA DE EXPANSÃO UNIVERSITÁRIA'?
PORQUE ELE NÃO EXPLICA QUE QUEM MINISTRARÁ AS AULAS SERÃO OS ORIENTANDOS DOS PROFESSORES QUE ASSUMIRAM ESTE ACORDO.
PORQUE OS PROFESSORES, NÃO SOMENTE DAS UNIVERSIDADES, NÃO TEM UM SALÁRIO DECENTE?
SUGIRO QUE O POVO VISITE AS ESCOLAS DA PREFEITURA E DO ESTADO E VEJAM O QUANTO FALTA PRA QUE O PROFISSIONAL QUE LÁ ESTÁ MINISTRE UMA AULA DECENTE ÀS CRIANÇAS!
PORQUE JOSÉ SERRA NÃO RESPONDE Á OUTRAS QUESTÕES DO TIPO: O AUMENTO DADO AOS METROVIÁRIOS PARA QUE ESTES NÃO FAÇAM GREVE?
É PORQUE A EXPANSÃO DO METRO SERÁ UTILIZADO NA SUA CAMPANHA À PRESIDÊNCIA, NÃO É GOVERNADOR?
MAS QUE NIGUÉM SE ESQUEÇA DAS PESSOAS QUE MORRERAM SOTERRADAS, SEUS PARENTES E AMIGOS PROVAVELMENTE NÃO ESQUECERÃO!
E DEPOIS A OPOSIÇÃO (LEIA-SE PSDB) AO GOVERNO LULA CRITICA DILMA ROUSSEFF DIZENDO QUE ESTA ESTÁ EM CAMPANHA ANTES DO TEMPO; E SEUS GASTOS COM PUBLICIDADE (MILHÕES A MAIS QUE NO ANO DE 2008) HEIN SR. JOSÉ SERRA??
RESPONDA A ESTAS E OUTRAS TANTAS QUESTÕES.
ISTO NÃO É UM DESABAFO, É A DEMONSTRAÇÃO DE PROFUNDO HORROR E NOJO Á ESSAS DUAS ADMINISTRAÇÕES, TANTO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO QUANTO DO ESTADO DE SÃO PAULO; JÁ QUE, PELO QUE POSSO OBSERVAR CAMINHAM NUMA MESMA DIREÇÃO: A BUSCA DESENFREADA PELO PODER E PELO DINHEIRO, PASSANDO POR ACIMA DE TUDO E DE TODOS, SEM MEDIDAS, SEM ESCRÚPULOS, COMO A PM QUE ONTEM JOGOU BOMBAS E DEU TIROS DE BORRACHA EM ESTUDANTES E PROFESSORES, AMBOS DESARMADOS.
AS NOSSAS ARMAS?
AS NOSSAS ARMAS MEU CARO LEITOR SÃO SOMENTE AS NOSSAS PALAVRAS, MAS SE VOCÊ NÃO SE INTERESSAR EM SABER O QUE TEMOS À DIZER ENTÃO TUDO CONTINUARÁ COMO ESTÁ!
DIGO POR MIM, E ACREDITO QUE OS DEMAIS SE SENTEM ASSIM: ESTAR NA USP OU EM ALGUMA DAS OUTRAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS TORNA NOSSO COMPROMISSO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA AINDA MAIOR, E QUE ESSA POPULAÇÃO TENHA A CERTEZA DE QUE ESSE COMPROMISSO SERÁ CUMPRIDO! APESAR DAS BOMBAS E TIROS DE BORRACHA!

PATRICIA ALVES FLORES, ALUNA DA FACULDADE DE FILOSOFIA LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS, USP.

dimanche, avril 19, 2009

novo poema...

(...)
Todos estão dormindo.
As copas das árvores paradas
e a garoa fina e fria sacramenta o silêncio.
A cidade dorme
um sono que é dos inocentes
mas também dos impuros.
O barulho do vento que percorre ao longe
a rodovia vazia.
É o único barulho da cidade.
Pássaros noturnos rondam.
Tragáveis e inúmeras são as noites.
Ao longe, as luzes amareladas das ruas,
e as torres que píscam insistentemente
num céu onde não há mais estrelas.
Gosto da noite porque o dia me cansa,
o sol e sua insistência me irritam.
Gosto do silêncio.
O ar está leve depois da chuva grossa.

*autoria de: Patricia Alves Flores

samedi, avril 05, 2008

Experimentando a solidão - I

Há muito tempo sonhava com o Amor.
Ilusões, dessas que andam com a gente,
pela vida toda.
Quase toda a vida.
Ele não veio.
E o sol nunca habitou a casa vazia.
Raios que nunca ultrapassam a janela,
tocando o batente e indo morrer no chão.
A casa nunca teve (experimentou) o gosto
daquele ar morno.
Luz quente aquecendo o espaço.
Só há o ar,
mas é frio, parado, inerte.
Parou no tempo.
O tempo...
Nem me lembro mais dele.
Nem dos seus caprichos.
A casa,
inabitada,
morre,
dia após dia.
Vazia.

autoria: Patricia Alves Flores.