Este blog é dedicado à LITERATURA e à todas as ARTES. Pelo menos ele é uma tentativa...rsrsrs
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mardi, janvier 23, 2007
POEMAS EM EXPERIMENTAÇÃO
'HERANÇA'
Não consigo 'recortar' meus poemas.
Multilá-los não consigo.
Pode-se tirar de um ser o seu braço são e colocar outro no lugar?
Pode-se arrancar um olho e colocar outro sem que se cause danos e ninguém perceba?
Não posso tirar de meus poemas seus corações.
Eu, que já sou sem coração.
Não!
Eles não sobreviveriam.
Eu sobrevivo.
Pode um moribundo 'costurar' palavras e dar-lhes uma certa dose de lirismo?
Não posso 'atrofiar' meus poemas.
Eu, que já sou atrofiado.
Eles são eternos.
E eu, que morrerei logo, não deixarei nem livros, nem árvores, nem filhos.
Deixarei poemas,
Como quem deixa copos vazios sobre a mesa. *de: Patricia Alves Flores.
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A vida passou.
O carro passou.
E as nuvens estão passando.
A claridade da cidade que está de fora
reflete na minha janela.
A noite escura que desce do céu
sem estrelas.
A vida passou,
e eu passei sem ela.
Sem a esperança de tê-la,
enquanto vida.
Da janela eu vejo o trem quase de brinquedo
de tão pequeno,
suas pequenas janelas iluminadas.
Tenho duas pequenas janelas na face,
são negras.
Amanheceu.
A vida passou.
Um pássaro alegre e veloz passou,
cortando o ar com suas asas.
Amanheceu.
O dia parou.
A vida acabou. *de: Patricia Alves Flores.
vendredi, janvier 19, 2007
samedi, janvier 13, 2007

QUANDO SERÁ QUE ESTAMOS PRONTOS?
DAR UM PASSO, SEM ERRAR E SEM MEDO DO ERRO.
CONTEMPLANDO DA JANELA O PÁSSARO QUE VOA AQUI...ALI...DISPLICENTE...
E EU AQUI PRESO! COM MEDO DE DAR APENAS UM PASSO...
Miedo (trecho da música que se encontra no cd: Lenine acústico MTV)
Lenine
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
vendredi, janvier 05, 2007
TU
Entraste.
A sério, olhaste a estatura, o bramido e simplesmente adivinhaste: uma criança.
Tomaste, arrancaste-me o coração e simplesmente foste com ele jogar
como uma menina com sua bola.
E todas, como se vissem um milagre, senhoras e senhorias exclamaram: - A esse amá-lo?
Se se atira em cima, derruba a gente!
Ela, com certeza, é domadora!
Por certo, saiu duma jaula!
E eu júbilo esqueci o julgo.
Louco de alegria saltava como em casamento de índio, tão leve, tão bem me sentia.
