Vi coisas extraordinárias na Bienal este ano, e o que impressionou foi a participação, mais que ativa, das mulheres, por isto não poderia deixar de registrar aqui os trabalhos de Lida Abdul, por exemplo; ela trabalho com vídeo arte...lindo o vídeo dela pintando um cenário devastado em sua cidade natal: Kabul, e depois pintando o corpo de um homem (que estava todo de preto) na mesma cor do cenário que ela pintava antes deste chegar, a cor era branca...lindo!
Outro trabalho interessante é resultado da união de 3 artistas plásticas de La Paz, que fundaram uma espécie de associação juntamente com ativistas lésbicas do local em prol do fim da discriminação de mulheres e índios, pra conhecer melhor é só procurar "MUJERES CREANDO", existe o site e é muito legal!
Beijos e depois eu volto! pá.
Este blog é dedicado à LITERATURA e à todas as ARTES. Pelo menos ele é uma tentativa...rsrsrs
Porque a primeira escrita a gente nunca esquece.
Amigos
mardi, décembre 19, 2006
dimanche, décembre 10, 2006
EU
Na noite silenciosa,
Saio
E encontro um cachorro
que como eu, vaga
solitariamente.
Não temos pra onde ir.
Ando, indefinidamente.
Minhas pernas doem.
Minha cabeça dói.
Meu coração dói.
E a única coisa a fazer,
é deixar que a dor se cumpra.
A Dor da inveja da Alegria.
Inveja da alegria de outrém.
A alegria que nunca terei.
O Amor sufocado em palavras.
Palavras que não servem para nada.
Não servem de nada.
O cansaço se serve do banco,
frio como a lápide que um dia
sustentará o meu nome.
A dor continua doendo,
tão doída de enfraquecer.
As palavras não salvam mais,
nem este poema salvará.
Assim como o cachorro,
tenho fome, sede e vontade de abrigo.
Mas não tenho nada.
Só, a noite silenciosa debaixo de um céu
cinza.
Cinzas...
Por quê?
As horas vão passando,
e eu sem vontade de existir.
Quero abrigo, tenho sede
dor.
Cinzas...
A esperança que se vai...
Por quê? Meu Deus!...
Estou cansada...
Durmo...
Durmo sobre minhas próprias lágrimas
amargas...
PATRICIA ALVES FLORES.
Na noite silenciosa,
Saio
E encontro um cachorro
que como eu, vaga
solitariamente.
Não temos pra onde ir.
Ando, indefinidamente.
Minhas pernas doem.
Minha cabeça dói.
Meu coração dói.
E a única coisa a fazer,
é deixar que a dor se cumpra.
A Dor da inveja da Alegria.
Inveja da alegria de outrém.
A alegria que nunca terei.
O Amor sufocado em palavras.
Palavras que não servem para nada.
Não servem de nada.
O cansaço se serve do banco,
frio como a lápide que um dia
sustentará o meu nome.
A dor continua doendo,
tão doída de enfraquecer.
As palavras não salvam mais,
nem este poema salvará.
Assim como o cachorro,
tenho fome, sede e vontade de abrigo.
Mas não tenho nada.
Só, a noite silenciosa debaixo de um céu
cinza.
Cinzas...
Por quê?
As horas vão passando,
e eu sem vontade de existir.
Quero abrigo, tenho sede
dor.
Cinzas...
A esperança que se vai...
Por quê? Meu Deus!...
Estou cansada...
Durmo...
Durmo sobre minhas próprias lágrimas
amargas...
PATRICIA ALVES FLORES.
Inscription à :
Commentaires (Atom)